Esporte

Melhor defensora da Superliga, Kristin diz ter o melhor trabalho do mundo‏

Adaptada ao Brasil e falando português, a atacante norte-americana elogia companheiras e comissão técnica comandada pelo tricampeão olímpico Zé Roberto

Postada em: 05/03/2014 10h15m
Dona da melhor defesa da Superliga, a norte-americana Kristin está totalmente adaptada ao Brasil. E mais, a atacante do Vôlei Amil garante adorar essa nova experiência na carreira. "Quando estive com minha família, nas festas de final de ano nos Estados Unidos, contei a todos que tenho o melhor trabalho do mundo. Jogo ao lado de algumas das melhores atletas do planeta e tenho a oportunidade de aprender com grandes treinadores, como o Zé Roberto e sua comissão técnica. O Vôlei Amil tem um potencial enorme. Eu quero e acredito que podemos vencer a Superliga. Prometo lutar muito para isso", afirma, confiante. Neste sentido, sua equipe tem um compromisso importante diante da Unilever nesta sexta-feira (7), às 21h30, na Arena Amil. A partida pode definir quem terminará com a segunda colocação da fase de classificação e por isso Kristin conta com o grande apoio da torcida de Campinas.

Quando visitou Campinas pela primeira vez, no final de julho de 2013, para a disputa do Grand Prix com a seleção dos Estados Unidos, ela se encantou com a estrutura da Arena Amil, com a torcida e fez uma promessa. "Em dezembro estarei falando português", disse, na época. E cumpriu. Hoje se comunica tranquilamente com as companheiras e o técnico Zé Roberto. A prova do bom entrosamento são os resultados na Superliga, na qual a equipe campineira é vice-líder, com 19 vitórias em 23 rodadas. A identificação com os torcedores é tanta, que muitos já abreviaram seu nome para Kris, na maior intimidade. "Adoro o carinho do público no ginásio", completa.

Capitã da seleção norte-americana, Kristin é o que se pode chamar de jogadora solidária. Para ela, não há bola perdida e é uma das primeiras a buscar união em quadra, especialmente nos momentos mais difíceis das partidas. Sua dedicação no sistema defensivo se reflete nos números. Ela é a melhor defensora da Superliga com 57.87% de eficiência, o que significa que ela obteve sucesso em 195 das 254 jogadas de que participou até agora. Para ela, tudo é fruto de muito trabalho e do bom ambiente de grupo. "Me entrosar com as meninas e com a comissão técnica foi muito fácil, porque eles são pessoas maravilhosas e é excelente trabalhar com cada uma destas pessoas."

Mergulho na cultura brasileira - O idioma não chegou a ser uma grande barreira para Kristin. Com enorme bagagem no vôlei internacional, ela tem fluência em inglês, espanhol, italiano e russo. Além disso, começou a ter aulas de português tão logo fechou contrato com a equipe do técnico Zé Roberto. "Eu estou adorando morar no Brasil. Amo o clima, o calor, e também gosto muito da culinária, principalmente dos sucos naturais. E especialmente amo o meu time. Estou super empolgada com a oportunidade de passar mais tempo aqui e aprender cada vez mais sobre a cultura do país e da cidade de Campinas", conta a atleta nascida em Orem (Utah), nos EUA, formada em Artes com licenciatura em Estudos Urbanos na universidade de Standford, uma das mais conceituadas do mundo.

A ponteira norte-americana tem 28 anos e joga vôlei desde os oito. Já vestiu a camisa de times na Rússia (Omichka e Fakel), Azerbaijão (Lokomotiv Baku), Itália (Conegliano e Piacenza) e Turquia, onde defendeu o Yesilyurt Kulubu e foi um dos destaques da equipe na última temporada no país. E com toda essa experiência, ela aponta a competição brasileira entre as mais importantes do mundo. "A Superliga é um dos torneios mais fortes que eu já participei. Já atuei em outros países e acredito que o campeonato no Brasil seja o mais disputado de todos", analisa.

Fora de quadra, tem como passatempos prediletos literatura, música, fotografia e passar o tempo com os amigos. "Amo os livros da Ayn Rand (escritora e filósofa norte-americana de origem russa, mais conhecida no Brasil pelos livros A Nascente e A Revolta de Atlas). Adoro música, especialmente Adele, Regina Spektor e Jack Johnson", conta a ponteira norte-americana, que revela as cozinhas mexicana, italiana, com a pizza, e agora a brasileira como as prediletas.

VÔLEI AMIL
  • Foto: Felipe Christ/Vôlei Amil
  • Fonte: ZDL Comunicação
  • Postador: Samuel Charles

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