Esporte

A casa das 13 mulheres: musas do Maranhão moram juntas em hotel

Com apenas três maranhenses, que vivem com suas famílias, diretoria coloca as meninas no mesmo local. "Pensamos que ia dar problema tanta mulher junta", diz Liz

Postada em: 29/11/2013 10h54m
Imagine uma casa com 13 mulheres. Pois é assim no hotel em que mora praticamente todo o elenco do estreante Maranhão,, único time maranhense na história da Superliga feminina de vôlei e do Nordeste na atual temporada, que chama a atenção pela beleza de seu elenco.​Com apenas três atletas locais, Nyeme, Rayssa e Tulia, que vivem em casa com suas famílias, a diretoria quis oferecer a estrutura em Ponta D'Areia, em São Luís, para que as jogadoras vindas de outros estados pudessem ter mais conforto e uma integração maior. Ao todo, são 13 meninas que precisam deixar suas vaidades de lado em prol do grupo em um mesmo lar. Nesta sexta-feira, elas recebem o São Bernardo, em casa, às 20h (de Brasília).

Todas se unem pelo mesmo objetivo, que é, ao menos, obter uma vaga nos playoffs no primeiro ano da equipe, cujo projeto tem duração prevista de três temporadas, podendo continuar se tudo der certo. Por enquanto, a equipe está amargando a penúltima colocação, já que ainda não venceu nenhum confronto. Mas, no que depender de entrosamento, elas não terão problemas. Afinal, passam o tempo todo juntas. E elas garantem: não brigam.

- Moramos no hotel todas juntas. Quando chegamos, pensamos que ia dar problema tanta mulher junta morando no hotel, se vendo o tempo todo, né? (risos). Mas acabou que a gente se deu muito bem, as mais novas com as mais velhas. Não temos nenhum problema. O hotel também é de frente para o mar, não há problema lá. Se estiver estressada vai lá no mar e dá uma refrescada que resolve (risos) - afirmou a experiente Liz Hintemann, de 29 anos, que começou no Osasco, depois foi para o Macaé e rodou equipes do mundo todo até chegar ao Maranhão.

Um dos principais nomes contratados pelo Maranhão para a temporada da Superliga é a levantadora Yael Castiglione, que defende a seleção argentina. A loira, que já passou por equipes de seu país, Espanha, Áustria, Suíça, Romênia e até Azerbaijão, se mostrou muito contente por poder morar com as companheiras. Ela faz coro a Liz sobre o clima de tranquilidade e acrescenta que o grupo compartilha até as refeições. Yael, inclusive, costuma postar fotos do lugar nas redes sociais.

- É muito divertido viver com as meninas, sempre compartilhamos todas as refeições juntas, conversamos, rimos muitos e, claro, cada uma tem sua privacidade para ficar sozinha às vezes também. Os grupos de mulheres nunca são fáceis (risos). Mas é apenas questão de se conhecer e ter uma boa convivência. Na nossa equipe, por sorte, não há problemas - comentou a loira, que ainda se disse apaixonada pelo estado do Maranhão e pelo Brasil como um todo.

- Minha adaptação foi excelente. Desde o dia em que cheguei, me senti muito acolhida por todas as pessoas do clube, dos funcionários da limpeza, até as jogadoras e os dirigentes, e as pessoas da cidade (São Luís) e do Maranhão, que é um estado muito agradável. O Brasil, como país, também é lindo. Não só pelos lugares paradisíacos que têm, mas pelas pessoas que aqui habitam, que transmitem muita alegria e felicidade. Estou adorando a chance de morar aqui. Só tenho um ano de contrato. Meu plano a curto prazo é jogar bem a Superliga e, no futuro, poder seguir jogando a competição - disse a simpática atleta de 1,83m.

Diferentemente de Yael, que é experiente e tem 28 anos, a maioria das meninas ainda está começando a carreira no vôlei. A média de idade do time é de 22,7 anos. A ponta Nyeme, por exemplo, tem 15. Já a tímida oposta Amanda, de 22 anos e 1,80m, comenta que o clima na casa das 13 mulheres é de pura descontração. De acordo com ela, todas se ajudam.

- Moramos no mesmo hotel. Imagina isso? (risos). Todo mundo brinca com todo mundo. Não ficamos brigando, não. Por ser um time cheio de meninas bonitas, ninguém tem frescura, ninguém é individualista ou tem vaidade - falou Amanda.

O hotel vê com satisfação a possibilidade de atender ao time do Maranhão, que, apesar de ter pouco tempo de existência, já ganhou o carinho dos locais. De acordo com a gerente de recepção, Claudia Azevedo, os funcionários sabem há bastante tempo o que é ter uma equipe de atletas morando permanentemente em suas instalações, já que também abrigam as meninas do time feminino do Maranhão Basquete, que disputa a Liga de Basquete Feminino (LBF). Além disso, eles criaram uma amizade com as jogadoras.

- Na verdade, temos essa experiência do Maranhão Basquete, do time feminino. Já temos toda a estrutura montada para elas, tudo na mesma ala, os quartos, o restaurante com cardápio especial. Vamos tendo aquela amizade, vendo o dia a dia de todas, cada uma com todo seu esforço e vamos torcendo por elas. Acho que ajuda até no desempenho do time, que começou agora, e os funcionários têm um um atendimento diferenciado - concluiu Claudia.

VOLEI

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